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HOMEM QUE QUERIA SALVAR O MUNDO (O): UMA BIOGRAFIA DE SERGIO VIERA DE MELLO

By: Contributor(s): Material type: TextPublisher: SAO PAULO COMPANHIA DAS LETRAS 2008Edition: 1 edSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Sergio Vieira de Mello foi um dos mais corajosos e carismáticos diplomatas de sua geração. Carioca, viu-se obrigado a viver fora do país a partir dos dezessete anos de idade, quando seu pai, também diplomata, foi punido pelo regime militar brasileiro. Muito jovem, tornou-se funcionário da Organização das Nações Unidas, com cujos ideais sempre teve grande afinidade. Diferentemente da maioria de seus colegas com formação universitária e aspirações intelectuais, preferia ir ao campo de ação em vez de exercer cargos burocráticos em Nova York. Em situações especialmente dramáticas - como a de Ruanda, que terminou em uma das mais graves crises humanitárias do século XX, e a do Timor Leste, que culminou em bem-sucedida transição para a independência -, Viera de Mello conseguiu contrabalançar seus princípios juvenis, moldados nas ruas de Paris em maio de 1968, com os da política e das relações internacionais. Foi dessa maneira que Vieira de Mello assumiu a difícil posição de chefe da missão da ONU no Iraque após a invasão americana, num momento em que o governo dos Estados Unidos e seus representantes em Bagdá ainda consideravam a ONU mais um empecilho do que um aliado (depois, com o fracasso incontestável das políticas de ocupação, essa atitude mudaria radicalmente). Vieira de Mello não teve muito tempo para reverter a situação. Em 19 de agosto de 2003, um atentado suicida destruiu parte do quartel-general da ONU em Bagdá, e ele foi uma das suas vítimas fatais.
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TRADUCAO DE: CHASING THE FLAME: SERGIO VIEIRA DE MELLO AND THE FIGHT TO SAVE THE WORLD.

Sergio Vieira de Mello foi um dos mais corajosos e carismáticos diplomatas de sua geração. Carioca, viu-se obrigado a viver fora do país a partir dos dezessete anos de idade, quando seu pai, também diplomata, foi punido pelo regime militar brasileiro. Muito jovem, tornou-se funcionário da Organização das Nações Unidas, com cujos ideais sempre teve grande afinidade. Diferentemente da maioria de seus colegas com formação universitária e aspirações intelectuais, preferia ir ao campo de ação em vez de exercer cargos burocráticos em Nova York. Em situações especialmente dramáticas - como a de Ruanda, que terminou em uma das mais graves crises humanitárias do século XX, e a do Timor Leste, que culminou em bem-sucedida transição para a independência -, Viera de Mello conseguiu contrabalançar seus princípios juvenis, moldados nas ruas de Paris em maio de 1968, com os da política e das relações internacionais. Foi dessa maneira que Vieira de Mello assumiu a difícil posição de chefe da missão da ONU no Iraque após a invasão americana, num momento em que o governo dos Estados Unidos e seus representantes em Bagdá ainda consideravam a ONU mais um empecilho do que um aliado (depois, com o fracasso incontestável das políticas de ocupação, essa atitude mudaria radicalmente). Vieira de Mello não teve muito tempo para reverter a situação. Em 19 de agosto de 2003, um atentado suicida destruiu parte do quartel-general da ONU em Bagdá, e ele foi uma das suas vítimas fatais.

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