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ALEM DO BEM E DO MAL: PRELUDIO A UMA FILOSOFIA DO FUTURO

By: Material type: TextPublisher: SAO PAULO COMPANHIA DAS LETRAS 1998Edition: 2 edDescription: 271P. 21CM. BROCHSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Além do bem e do mal (1886) é uma das mais representativas – e portanto polêmicas – obras de Friedrich Nietzsche (1844-1900). Primeiro livro após Assim falou Zaratustra (1883-85), é, também, o primeiro da fase "destrutiva" do autor, que havia chegado à conclusão de que, para alcançar a verdade, todo pensador e todo artista precisa conspurcar o próprio ninho. Ou seja: em Além do bem e do mal, o filósofo-poeta (como foi por muitos chamado) coloca em xeque toda a filosofia ocidental praticada até a sua época. Segundo Nietzsche, toda ela é presa a preconceitos morais – sobretudo cristãos, que enfraqueceram o Ocidente. O pensador que veio para reinventar a filosofia afirmava que esta deveria refletir profundamente sobre o mundo à sua volta e se posicionar, custasse o que custasse, para além do bem e do mal. Nesta obra, cujo tema é, sobretudo, a precariedade cultural e espiritual do seu tempo, Nietzsche afirma a necessidade de que, no eterno retorno da vida e da história humana, os homens se ergam, aceitando a própria finitude, ultrapassando a própria condição e vivendo soberanamente no gozo e na dor da própria verdade. Contra os fracos, os humildes, os dignos de dó, ele afirma o ideal dos super-homens, dos quais dependeria o futuro da humanidade. Polêmico e sempre pro­vocador, Nietzsche desenvolve os conceitos de "vontade de poder" e de "moral de senhor".
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PORTUGUES

BIOBIBLIOGRAFIA. GLOSSARIO. NOTAS E POSFACIO DE PAULO CESAR DE SOUZA.

Além do bem e do mal (1886) é uma das mais representativas – e portanto polêmicas – obras de Friedrich Nietzsche (1844-1900). Primeiro livro após Assim falou Zaratustra (1883-85), é, também, o primeiro da fase "destrutiva" do autor, que havia chegado à conclusão de que, para alcançar a verdade, todo pensador e todo artista precisa conspurcar o próprio ninho. Ou seja: em Além do bem e do mal, o filósofo-poeta (como foi por muitos chamado) coloca em xeque toda a filosofia ocidental praticada até a sua época. Segundo Nietzsche, toda ela é presa a preconceitos morais – sobretudo cristãos, que enfraqueceram o Ocidente. O pensador que veio para reinventar a filosofia afirmava que esta deveria refletir profundamente sobre o mundo à sua volta e se posicionar, custasse o que custasse, para além do bem e do mal. Nesta obra, cujo tema é, sobretudo, a precariedade cultural e espiritual do seu tempo, Nietzsche afirma a necessidade de que, no eterno retorno da vida e da história humana, os homens se ergam, aceitando a própria finitude, ultrapassando a própria condição e vivendo soberanamente no gozo e na dor da própria verdade. Contra os fracos, os humildes, os dignos de dó, ele afirma o ideal dos super-homens, dos quais dependeria o futuro da humanidade. Polêmico e sempre pro­vocador, Nietzsche desenvolve os conceitos de "vontade de poder" e de "moral de senhor".

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