HOMEM DE SETE PARTIDAS: ROMANCE
QUEIROZ, MARIA JOSE DE, 1936
HOMEM DE SETE PARTIDAS: ROMANCE HOMEM DE 7 PARTIDAS - 1 ed. - 240P. 21CM. BROCH.
EDICAO CORRIGIDA E REVISTA PELA AUTORA.
Neste romance, a fabulação corre paralela à fluência de um coloquial com ares de erudição, ainda que espontânea. Só incorpora o popular através do filtro da linguagem policiada, mesmo quando se trata de conversinha doméstica, maneira. O apelo da aventura opõe-se ao que pode ser um certo abafamento montanhês. Ou mineiro. Em "Invenção a duas vozes", o casal fechado num cotidiano banal e bem-sucedido deixa cair as máscaras quando vê-se preso no huis clos da Pampulha, exatamente na quadra do carnaval. O cosmopolitismo, que está presente também neste romance, pode ser visto como uma espécie de libertação das amarras que cercam e que reprimem o cotidiano mineiro, ou belo-horizontino. O convite à viagem funde-se, romântico, à vocação de felicidade. Feliz é assim o HOMEM DE SETE PARTIDAS, o tio que se desprende da mulher estéril, da rotina sufocante, da família que cerra-lhe as portas do mundo. A ficção mineira, marcada pela fatalidade regional, aqui ganha asas, sobrevoa as montanhas e sai pelo mundo com a intimidade turística a que nos habituou o progresso das comunicações. Neste sentido, Maria José de Queiroz, mineira genuína, é também uma escritora de sete partidas e de sete mares, para quem a aventura humana freqüenta, com igual familiaridade, os quatro pontos cardeais. Vale a pena acompanhá-la nessa viagem que alia a imaginação à realidade. Sempre se disse que a viagem rejuvenesce. É possível que apenas crie ilusões, entre elas, essa do rejuvenescimento...
PORTUGUES
LITERATURA BRASILEIRA
FICCAO
SECULO XX
NARRATIVAS
LIVRO
HOMEM DE SETE PARTIDAS: ROMANCE HOMEM DE 7 PARTIDAS - 1 ed. - 240P. 21CM. BROCH.
EDICAO CORRIGIDA E REVISTA PELA AUTORA.
Neste romance, a fabulação corre paralela à fluência de um coloquial com ares de erudição, ainda que espontânea. Só incorpora o popular através do filtro da linguagem policiada, mesmo quando se trata de conversinha doméstica, maneira. O apelo da aventura opõe-se ao que pode ser um certo abafamento montanhês. Ou mineiro. Em "Invenção a duas vozes", o casal fechado num cotidiano banal e bem-sucedido deixa cair as máscaras quando vê-se preso no huis clos da Pampulha, exatamente na quadra do carnaval. O cosmopolitismo, que está presente também neste romance, pode ser visto como uma espécie de libertação das amarras que cercam e que reprimem o cotidiano mineiro, ou belo-horizontino. O convite à viagem funde-se, romântico, à vocação de felicidade. Feliz é assim o HOMEM DE SETE PARTIDAS, o tio que se desprende da mulher estéril, da rotina sufocante, da família que cerra-lhe as portas do mundo. A ficção mineira, marcada pela fatalidade regional, aqui ganha asas, sobrevoa as montanhas e sai pelo mundo com a intimidade turística a que nos habituou o progresso das comunicações. Neste sentido, Maria José de Queiroz, mineira genuína, é também uma escritora de sete partidas e de sete mares, para quem a aventura humana freqüenta, com igual familiaridade, os quatro pontos cardeais. Vale a pena acompanhá-la nessa viagem que alia a imaginação à realidade. Sempre se disse que a viagem rejuvenesce. É possível que apenas crie ilusões, entre elas, essa do rejuvenescimento...
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LITERATURA BRASILEIRA
FICCAO
SECULO XX
NARRATIVAS
LIVRO