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CARTAS DE AMOR

By: Contributor(s): Material type: TextPublisher: SAO PAULO GLOBO 2011Edition: 1 edDescription: 185P. 23CM. BROCHSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Organizadas por Cordélia Fontainha Seta, correspondente de Monteiro Lobato desde o ginásio na capital mineira de Belo Horizonte, Cartas de amor saiu em formato de livro apenas em 1969. Mantidas com cuidado pela esposa Maria da Pureza Natividade, a Purezinha, elas constituem um conjunto curioso, que expõe o lado romântico do escritor, mostrando uma faceta inesperada do seu caráter ferino e combativo. Ao longo destas páginas, entramos em contato com um homem que não tem medo de expressar a afeição pela mulher com quem compartilharia quarenta anos de vida em comum. O sentimentalismo próprio dos enamorados permeia as linhas derramadas pelo jovem noivo, que se ressente da solidão e da distância: “A saudade, anjo de minh’alma, habita em mim como um inquilino crônico e a todos os meus atos ensombrece, c’o seu vago palor arroxeado”, queixa-se ele, em novembro de 1906. Se o ardor da paixão dá o tom do volume, as minuciosas descrições acabam fornecendo, de quebra, um olhar intimista sobre o dia a dia de uma típica cidade do interior.
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PORTUGUES

BIBLIOGRAFIA.

Organizadas por Cordélia Fontainha Seta, correspondente de Monteiro Lobato desde o ginásio na capital mineira de Belo Horizonte, Cartas de amor saiu em formato de livro apenas em 1969. Mantidas com cuidado pela esposa Maria da Pureza Natividade, a Purezinha, elas constituem um conjunto curioso, que expõe o lado romântico do escritor, mostrando uma faceta inesperada do seu caráter ferino e combativo. Ao longo destas páginas, entramos em contato com um homem que não tem medo de expressar a afeição pela mulher com quem compartilharia quarenta anos de vida em comum. O sentimentalismo próprio dos enamorados permeia as linhas derramadas pelo jovem noivo, que se ressente da solidão e da distância: “A saudade, anjo de minh’alma, habita em mim como um inquilino crônico e a todos os meus atos ensombrece, c’o seu vago palor arroxeado”, queixa-se ele, em novembro de 1906. Se o ardor da paixão dá o tom do volume, as minuciosas descrições acabam fornecendo, de quebra, um olhar intimista sobre o dia a dia de uma típica cidade do interior.

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