SILENCIEIRO (O)
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TextPublisher: SAO PAULO GLOBO 2006Edition: 1 edDescription: 152P. 21CM. BROCHSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Romance fundamental na literatura latino-americana do século XX, "O Silencieiro", de Antonio Di Benedetto, ironicamente teve que passar por décadas de silêncio para vir a ser notado em sua real dimensão. O título, feliz neologismo criado pelo autor, pode ser interpretado como "o fazedor de silêncio". O silencieiro, personagem sem nome, narra o drama desesperado em que se envolve por não suportar o ruído do mundo. Tem 25 anos quando começa sua história, vive com a mãe numa casa de subúrbio, com poucos amigos (Besarión), poucas mulheres (Leila e Nina), um tio e um trabalho enfadonho. Planeja livros que não chega a escrever, deseja Leila mas casa-se com Nina e se muda para outro lugar, tem um filho, pouca coisa mais. A essa pobreza do cotidiano - mas não desprovida de entrechoques extremos dos personagens e de circunstâncias bizarras, que vão em crescendo -, acopla-se uma escritura despojada, à primeira vista, de qualquer efeito literário, por certo capaz de amplificar o sentido daquela pobreza exatamente pelo que dispensa, subentende ou disfarça.
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Livros
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Biblioteca Nair Lacerda | Biblioteca Nair Lacerda | F D544si (Browse shelf(Opens below)) | Available | 370431 |
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Romance fundamental na literatura latino-americana do século XX, "O Silencieiro", de Antonio Di Benedetto, ironicamente teve que passar por décadas de silêncio para vir a ser notado em sua real dimensão. O título, feliz neologismo criado pelo autor, pode ser interpretado como "o fazedor de silêncio". O silencieiro, personagem sem nome, narra o drama desesperado em que se envolve por não suportar o ruído do mundo. Tem 25 anos quando começa sua história, vive com a mãe numa casa de subúrbio, com poucos amigos (Besarión), poucas mulheres (Leila e Nina), um tio e um trabalho enfadonho. Planeja livros que não chega a escrever, deseja Leila mas casa-se com Nina e se muda para outro lugar, tem um filho, pouca coisa mais. A essa pobreza do cotidiano - mas não desprovida de entrechoques extremos dos personagens e de circunstâncias bizarras, que vão em crescendo -, acopla-se uma escritura despojada, à primeira vista, de qualquer efeito literário, por certo capaz de amplificar o sentido daquela pobreza exatamente pelo que dispensa, subentende ou disfarça.
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