VIDA E MORTE DA ONCA-GENTE
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TextPublisher: SAO PAULO MODERNA 2010Edition: 1 edDescription: 80P. ILUS. 21CM. BROCHSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Com os bichos, a onça-gente só conhecera sacanagem e violência. Desgostosa, esperou a meia-noite. Puxou da pata o alfinete de virar gente. Virou de novo um belo rapaz. Só um pouco troncudo. ''Adeus, minha porção onça. Nunca mais te quero ver''. Pegou a cabeça do alfinete, que ficava no cotovelo, e atirou no mar. Ia ser gente para o resto de seus dias. Foi morar no Rio dos Papagaios. Na língua dos nossos antepassados é chamado Araguaia. A onça-gente para em casa de um casal catador de castanha. Trabalhavam para chuchu. A mulher era muito bonita. O marido não ficava atrás. Só tinha um problema - necas de filhos. O homem não fazia tanta questão, a mulher é que se pegava com os santos. Um dia pediu a Deus - ''Quero um filho. Nem que seja uma cobra''. Deus atendeu. Com nove meses, ela pariu um casalzinho de sucuris. Batizou-as de Honorato e Felizmina.
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Livros
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Biblioteca Vila Humaitá | Biblioteca Vila Humaitá | 028.5 SA59v (Browse shelf(Opens below)) | Available | 390874 |
PORTUGUES
EDICAO ESPECIAL.
Com os bichos, a onça-gente só conhecera sacanagem e violência. Desgostosa, esperou a meia-noite. Puxou da pata o alfinete de virar gente. Virou de novo um belo rapaz. Só um pouco troncudo. ''Adeus, minha porção onça. Nunca mais te quero ver''. Pegou a cabeça do alfinete, que ficava no cotovelo, e atirou no mar. Ia ser gente para o resto de seus dias. Foi morar no Rio dos Papagaios. Na língua dos nossos antepassados é chamado Araguaia. A onça-gente para em casa de um casal catador de castanha. Trabalhavam para chuchu. A mulher era muito bonita. O marido não ficava atrás. Só tinha um problema - necas de filhos. O homem não fazia tanta questão, a mulher é que se pegava com os santos. Um dia pediu a Deus - ''Quero um filho. Nem que seja uma cobra''. Deus atendeu. Com nove meses, ela pariu um casalzinho de sucuris. Batizou-as de Honorato e Felizmina.
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