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AFINAL, O QUE VIEMOS FAZER EM PARIS?

By: Material type: TextPublisher: SAO PAULO GLOBO 2007Edition: 1 edDescription: 341P. ILUS. 21CM. BROCHSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Em 1972 o País vivia a pior fase da ditadura militar. Numa rua de Belo Horizonte uma patrulha armada aborda um moço de longos cabelos loiros, até a cintura. Pensavam ser “Alemão”, um dissidente procurado. Desfeito o engano, restou por parte dos policiais apenas a ironia e o preconceito contra aquele cabeludo. Alberto Villas foi naquele mesmo momento providenciar a foto para o passaporte. A atmosfera havia se tornado irrespirável para o jovem jornalista no Brasil. “Afinal, o que viemos fazer em Paris?”, conta as memórias desse exílio voluntário na capital francesa. Villas, descreve suas experiências em textos curtos ao ritmo da memória e do sentimento. A um oceano de distância, as imagens do Brasil, e de Minas Gerais em particular, vão se tornando mais nítidas e mais agudas. Humberto Werneck, na apresentação do livro, descreve essa característica peculiar de quem olha para o País a partir do exterior: “Paris foi para o Villas sobretudo um ponto de ver - não só o que se abriu ante seus olhos nos esplêndidos anos de juventude em que lá viveu como também aquilo que ficara atrás, a infância e a adolescência de brasileirinho das Gerais. Foi lá, tenho certeza, que ele refinou a inteligência e a sensibilidade do ótimo repórter que veio a ser, e, mais do que isso, do artista que sempre foi”. E essa sensibilidade do repórter aliada à do artista fazem o sabor e a fluência do livro, que levam o leitor a um mergulho naquela época de tantas transformações.
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PORTUGUES

Em 1972 o País vivia a pior fase da ditadura militar. Numa rua de Belo Horizonte uma patrulha armada aborda um moço de longos cabelos loiros, até a cintura. Pensavam ser “Alemão”, um dissidente procurado. Desfeito o engano, restou por parte dos policiais apenas a ironia e o preconceito contra aquele cabeludo. Alberto Villas foi naquele mesmo momento providenciar a foto para o passaporte. A atmosfera havia se tornado irrespirável para o jovem jornalista no Brasil. “Afinal, o que viemos fazer em Paris?”, conta as memórias desse exílio voluntário na capital francesa. Villas, descreve suas experiências em textos curtos ao ritmo da memória e do sentimento. A um oceano de distância, as imagens do Brasil, e de Minas Gerais em particular, vão se tornando mais nítidas e mais agudas. Humberto Werneck, na apresentação do livro, descreve essa característica peculiar de quem olha para o País a partir do exterior: “Paris foi para o Villas sobretudo um ponto de ver - não só o que se abriu ante seus olhos nos esplêndidos anos de juventude em que lá viveu como também aquilo que ficara atrás, a infância e a adolescência de brasileirinho das Gerais. Foi lá, tenho certeza, que ele refinou a inteligência e a sensibilidade do ótimo repórter que veio a ser, e, mais do que isso, do artista que sempre foi”. E essa sensibilidade do repórter aliada à do artista fazem o sabor e a fluência do livro, que levam o leitor a um mergulho naquela época de tantas transformações.

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