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JONAS, O COPROMANTA

By: Material type: TextPublisher: SAO PAULO COMPANHIA DAS LETRAS 2008Edition: 1 edDescription: 173P. ILUS. 21CM. BROCHSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Duas paixões, é bom avisar, cultivadas de modo mais que peculiar. Como leitor, o herói de Jonas, o copromanta corrige os romances que lhe caem nas mãos, quer se trate de Dostoiévski ou de Nabokov. E, no terreno da adivinhação, o herói tem seu próprio sistema, baseado no estudo compenetrado das formas do bolo fecal. Corrigir romances, decifrar fezes: meras esquisitices, até o momento em que, ao ler "Copromancia", conto de Rubem Fonseca, Jonas chega à certeza alucinatória de ter sido dolorosamente plagiado por seu próprio ídolo. Para piorar as coisas, a realidade resolve dar uma mãozinha à obsessão, e o escritor passa a freqüentar a biblioteca, fazendo (ou talvez simulando?) pesquisas para seu próximo romance. A partir daí, o enredo mergulha numa espiral vertiginosa de perseguição e loucura. A leitura fervorosa que se transforma em suspeita de plágio ("Nunca se sabe do que um escritor é capaz") vai aos poucos roubando a substância do próprio herói: os livros de Rubem Fonseca seriam uma transfiguração da vida de Jonas ou esta seria um reflexo fantasmagórico do que se passa nos livros do autor carioca?No ponto mais baixo dessa espiral, está a figura eqüina e grotesca de Zoé, que Jonas transforma em sacerdotisa da copromancia.Sumo mistério ou simples miséria? Segredos ocultos ou sordidez à mostra? Com esta fábula carioca feita de desvario e solidão, Patrícia Melo inscreve seu herói singular na galeria romanesca de pobres-diabos que é um dos veios centrais da literatura brasileira.
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Livros Biblioteca Nair Lacerda Biblioteca Nair Lacerda 869.936 M491j (Browse shelf(Opens below)) Available 435432

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Duas paixões, é bom avisar, cultivadas de modo mais que peculiar. Como leitor, o herói de Jonas, o copromanta corrige os romances que lhe caem nas mãos, quer se trate de Dostoiévski ou de Nabokov. E, no terreno da adivinhação, o herói tem seu próprio sistema, baseado no estudo compenetrado das formas do bolo fecal. Corrigir romances, decifrar fezes: meras esquisitices, até o momento em que, ao ler "Copromancia", conto de Rubem Fonseca, Jonas chega à certeza alucinatória de ter sido dolorosamente plagiado por seu próprio ídolo. Para piorar as coisas, a realidade resolve dar uma mãozinha à obsessão, e o escritor passa a freqüentar a biblioteca, fazendo (ou talvez simulando?) pesquisas para seu próximo romance. A partir daí, o enredo mergulha numa espiral vertiginosa de perseguição e loucura. A leitura fervorosa que se transforma em suspeita de plágio ("Nunca se sabe do que um escritor é capaz") vai aos poucos roubando a substância do próprio herói: os livros de Rubem Fonseca seriam uma transfiguração da vida de Jonas ou esta seria um reflexo fantasmagórico do que se passa nos livros do autor carioca?No ponto mais baixo dessa espiral, está a figura eqüina e grotesca de Zoé, que Jonas transforma em sacerdotisa da copromancia.Sumo mistério ou simples miséria? Segredos ocultos ou sordidez à mostra? Com esta fábula carioca feita de desvario e solidão, Patrícia Melo inscreve seu herói singular na galeria romanesca de pobres-diabos que é um dos veios centrais da literatura brasileira.

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