ALMA DA FESTA (A): FAMILIA, ETNICIDADE E PROJETOS NUM CLUBE SOCIAL DA ZONA NORTE DO RIO DE JANEIRO, O RENASCENCA CLUBE
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TextPublisher: RIO DE JANEIRO); ED. UFMG (BELO HORIZONTE IUPERJ 2006Edition: 1 edDescription: 308P. ILUS. 20CMSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Não é possível ao negro sentir-se confortável e em casa no Brasil, a não ser que se submeta e aceite reproduzir os estereótipos e estigmas que lhe trazem a subalternidade e/ou a marginalidade como seu inevitável destino social. Esse é o gosto final que nos deixa a leitura deste livro que nos brinda com um primoroso estudo ao iluminar dimensões da questão racial no Brasil. Neste caso, o Renascença Clube do Rio de Janeiro referência cultural e de lazer da comunidade negra daquela cidade constitui o microcosmo da análise da autora, no interior do qual se revelam os obstáculos, ambiguidades e desafios que são interpostos aos esforços de integração do negro na sociedade brasileira, em especial, para aqueles que encontram-se em processo de ascensão social. Numa atitude acadêmica pouco comum entre os cientistas sociais brasileiros, Sonia Giacomini incorpora em sua análise a intercessão de gênero e raça, revelando os modos específicos de subjetivação a que homens e mulheres negros estão condicionados, conformando gêneros subalternizados, que travam, na sociedade abrangente, uma disputa desigual na qual a exclusão social, a folclorização e a negação da identidade racial comparecem como operadores da peremptória interdição à igualdade de status e cidadania para a população negra.
| Item type | Current library | Home library | Call number | Status | Barcode | |
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Livros
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Biblioteca Nair Lacerda | Biblioteca Nair Lacerda | 305.896081 G346a (Browse shelf(Opens below)) | Available | 420062 |
PORTUGUES
BIBLIOGRAFIA: P. [299]-308. "ORIGINALMENTE APRESENTADA COMO TESE DE DOUTORADO NO INSTITUTO UNIVERSITARIO DE PESQUISAS DO RIO DE JANEIRO IUPERJ."
Não é possível ao negro sentir-se confortável e em casa no Brasil, a não ser que se submeta e aceite reproduzir os estereótipos e estigmas que lhe trazem a subalternidade e/ou a marginalidade como seu inevitável destino social. Esse é o gosto final que nos deixa a leitura deste livro que nos brinda com um primoroso estudo ao iluminar dimensões da questão racial no Brasil. Neste caso, o Renascença Clube do Rio de Janeiro referência cultural e de lazer da comunidade negra daquela cidade constitui o microcosmo da análise da autora, no interior do qual se revelam os obstáculos, ambiguidades e desafios que são interpostos aos esforços de integração do negro na sociedade brasileira, em especial, para aqueles que encontram-se em processo de ascensão social. Numa atitude acadêmica pouco comum entre os cientistas sociais brasileiros, Sonia Giacomini incorpora em sua análise a intercessão de gênero e raça, revelando os modos específicos de subjetivação a que homens e mulheres negros estão condicionados, conformando gêneros subalternizados, que travam, na sociedade abrangente, uma disputa desigual na qual a exclusão social, a folclorização e a negação da identidade racial comparecem como operadores da peremptória interdição à igualdade de status e cidadania para a população negra.
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