STEVENSON SOB AS PALMEIRAS
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TextPublisher: SAO PAULO COMPANHIA DAS LETRAS 2000Edition: 1 edDescription: 87P. 21CM. BROCHSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Elaboração ficcional dos últimos dias de R. L. Stevenson nas ilhas Samoa. Manguel constrói uma espécie de redoma erótica e, dentro dela, explora as tensões entre o recato e a desinibição, entre o pecado e a simplicidade, entre fato e ficção. Com a mulher, dois enteados e a mãe, Stevenson habita uma casa em que móveis e objetos reproduzem o bem-estar britânico. Os livros se distribuem pelas estantes; dão à paisagem doméstica a intimidade própria de uma casa onde há leitores. Aquela é também a casa de um escritor. Em seu escritório, sentado à escrivaninha, Stevenson molha a pena no tinteiro de prata e pode preencher folhas e folhas sem rasuras: o mundo inteiro está em silêncio; o escritor ouve apenas o que deseja sua imaginação. Do lado de fora da casa e da mente que escreve, há o sol, o flamboiaiã e a nudez das mulheres - sua "pele escura, brilhante e dura como pedra vulcânica". Em Samoa, a vida toda parece acontecer ao ar livre. Nem as histórias ficam guardadas nos livros: circulam de boca em boca, de uma geração à outra. E os samoanos não conhecem a ficção: consideram que toda história conta um fato. Para Stevenson, "tudo o que outrora fora oculto, sussurrado, abotoado no mundo protegido de sua infância", ali, em Samoa, é "escancarado - descarado, às claras". Um dia, apenas com o olhar, ele deseja apaixonadamente o que está do lado de fora: uma adolescente que, enfeitada com gardênias, dança ao som dos tambores. Recatado, transforma o desejo em literatura.
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Livros
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Biblioteca Cecília Meireles | Biblioteca Cecília Meireles | C813.0872 M314s (Browse shelf(Opens below)) | Available | 391546 |
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PORTUGUES
Elaboração ficcional dos últimos dias de R. L. Stevenson nas ilhas Samoa. Manguel constrói uma espécie de redoma erótica e, dentro dela, explora as tensões entre o recato e a desinibição, entre o pecado e a simplicidade, entre fato e ficção. Com a mulher, dois enteados e a mãe, Stevenson habita uma casa em que móveis e objetos reproduzem o bem-estar britânico. Os livros se distribuem pelas estantes; dão à paisagem doméstica a intimidade própria de uma casa onde há leitores. Aquela é também a casa de um escritor. Em seu escritório, sentado à escrivaninha, Stevenson molha a pena no tinteiro de prata e pode preencher folhas e folhas sem rasuras: o mundo inteiro está em silêncio; o escritor ouve apenas o que deseja sua imaginação. Do lado de fora da casa e da mente que escreve, há o sol, o flamboiaiã e a nudez das mulheres - sua "pele escura, brilhante e dura como pedra vulcânica". Em Samoa, a vida toda parece acontecer ao ar livre. Nem as histórias ficam guardadas nos livros: circulam de boca em boca, de uma geração à outra. E os samoanos não conhecem a ficção: consideram que toda história conta um fato. Para Stevenson, "tudo o que outrora fora oculto, sussurrado, abotoado no mundo protegido de sua infância", ali, em Samoa, é "escancarado - descarado, às claras". Um dia, apenas com o olhar, ele deseja apaixonadamente o que está do lado de fora: uma adolescente que, enfeitada com gardênias, dança ao som dos tambores. Recatado, transforma o desejo em literatura.
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