PEREGRINO DO AMOR (O)
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TextPublisher: RIO DE JANEIRO EDIOURO 2003Edition: 1 edDescription: 141P. 19CM. CARTSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Em 1712, Antoine Watteau pintou a primeira versão de Embarque para Citera, como pré-requisito para ingressar na Academia Real em Paris. Em 1983, por ocasião de um colóquio em Berlim, Norbert Elias – aos 86 anos e já quase cego –, diante da tela e de diversos colegas, discorreu sobre o quadro e seus elementos com uma perspicácia e riqueza de detalhes que deixaram todos pasmos. O presente ensaio teve origem nessa “aula” informal, mas o quadro já interessava Elias desde sua juventude, quando preparava a tese sobre A sociedade de corte. Na ambiguidade da tela – luminosidade e melancolia – e através dos diferentes tipos de recepção de Citera ao longo do tempo, o autor via o prenúncio de uma mudança na configuração social europeia: o declínio da aristocracia e a ascensão da burguesia. A peregrinação de Watteau à ilha do amor expõe com clareza, e do ponto de vista sempre peculiar de Elias, a mudança de mentalidade na Europa desde a Revolução Francesa até o final do século XIX, quando as utopias idealistas transformaram-se em medo e angústia. Essa edição brasileira inclui reproduções a cores das três versões da tela pintadas por Watteau e prefácio do diretor da Fundação Norbert Elias, Hermann Korte. Além disso, traz apreciações críticas da obra de Watteau, de autoria de Gérard de Nerval, Jules e Edmond Goncourt e Théophile Gautier, autores citados por Elias ao longo do livro.
| Item type | Current library | Home library | Call number | Status | Barcode | |
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Livros
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Biblioteca Nair Lacerda | Biblioteca Nair Lacerda | 813.6 H816p (Browse shelf(Opens below)) | Available | 336800 |
PORTUGUES
Em 1712, Antoine Watteau pintou a primeira versão de Embarque para Citera, como pré-requisito para ingressar na Academia Real em Paris. Em 1983, por ocasião de um colóquio em Berlim, Norbert Elias – aos 86 anos e já quase cego –, diante da tela e de diversos colegas, discorreu sobre o quadro e seus elementos com uma perspicácia e riqueza de detalhes que deixaram todos pasmos. O presente ensaio teve origem nessa “aula” informal, mas o quadro já interessava Elias desde sua juventude, quando preparava a tese sobre A sociedade de corte. Na ambiguidade da tela – luminosidade e melancolia – e através dos diferentes tipos de recepção de Citera ao longo do tempo, o autor via o prenúncio de uma mudança na configuração social europeia: o declínio da aristocracia e a ascensão da burguesia. A peregrinação de Watteau à ilha do amor expõe com clareza, e do ponto de vista sempre peculiar de Elias, a mudança de mentalidade na Europa desde a Revolução Francesa até o final do século XIX, quando as utopias idealistas transformaram-se em medo e angústia. Essa edição brasileira inclui reproduções a cores das três versões da tela pintadas por Watteau e prefácio do diretor da Fundação Norbert Elias, Hermann Korte. Além disso, traz apreciações críticas da obra de Watteau, de autoria de Gérard de Nerval, Jules e Edmond Goncourt e Théophile Gautier, autores citados por Elias ao longo do livro.
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