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QUE E RELIGIAO (O)

By: Material type: TextPublisher: SAO PAULO); BRASILIENSE (SAO PAULO ABRIL CULTURAL 1984Edition: 1 edDescription: 133P. ILUS. 16CM. BROCHSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Houve tempo em que os descrentes eram raros. Mas alguma coisa ocorreu: o céu ficou vazio, a ciência e a tecnologia pretenderam construir um mundo em que Deus não é mais necessário como hipótese de trabalho. Desapareceu a religião? Não. Ela permanece e frequentemente exibe uma vitalidade que se julgava extinta. Em O que é religião?, Rubem Alves retoma a importância do mundo do sagrado, afirmando que a religião está mais próxima de nosso cotidiano do que desejamos admitir: não há pessoas das quais as perguntas religiosas tenham sido radicalmente extirpadas. A religião não se liquida com a abstinência de atos sacramentais e a não-frequentação de lugares sagrados ela pulsa nas perguntas sobre o sentido da vida e o sentido da morte. Promessas terapêuticas de paz individual, de harmonia íntima, de liberação da angústia, esperanças de ordens sociais fraternas e justas, de resolução dos conflitos e lutas entre os homens e de harmonia com a natureza, por mais disfarçadas que estejam nas máscaras do jargão psicanalítico/psicológico, ou da linguagem da sociologia, da política e da economia, serão sempre expressões dos problemas em torno dos quais se tecem as teias religiosas. Nosso mundo não se secularizou. As esperanças religiosas ganharam novos nomes e novos rótulos e seus sacerdotes e profetas, novas roupas, novos lugares e novos empregos. Por isso se pode dizer: longe de ser uma janela que se abre para panoramas externos, o estudo da religião é um espelho em que nos vemos...
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Livros Biblioteca Nair Lacerda Biblioteca Nair Lacerda 200 AL87q (Browse shelf(Opens below)) Available 385859

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BIBLIOGRAFIA. BIOGRAFIA

Houve tempo em que os descrentes eram raros. Mas alguma coisa ocorreu: o céu ficou vazio, a ciência e a tecnologia pretenderam construir um mundo em que Deus não é mais necessário como hipótese de trabalho. Desapareceu a religião? Não. Ela permanece e frequentemente exibe uma vitalidade que se julgava extinta. Em O que é religião?, Rubem Alves retoma a importância do mundo do sagrado, afirmando que a religião está mais próxima de nosso cotidiano do que desejamos admitir: não há pessoas das quais as perguntas religiosas tenham sido radicalmente extirpadas. A religião não se liquida com a abstinência de atos sacramentais e a não-frequentação de lugares sagrados ela pulsa nas perguntas sobre o sentido da vida e o sentido da morte. Promessas terapêuticas de paz individual, de harmonia íntima, de liberação da angústia, esperanças de ordens sociais fraternas e justas, de resolução dos conflitos e lutas entre os homens e de harmonia com a natureza, por mais disfarçadas que estejam nas máscaras do jargão psicanalítico/psicológico, ou da linguagem da sociologia, da política e da economia, serão sempre expressões dos problemas em torno dos quais se tecem as teias religiosas. Nosso mundo não se secularizou. As esperanças religiosas ganharam novos nomes e novos rótulos e seus sacerdotes e profetas, novas roupas, novos lugares e novos empregos. Por isso se pode dizer: longe de ser uma janela que se abre para panoramas externos, o estudo da religião é um espelho em que nos vemos...

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