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DISCURSO DE PRIMAVERA E ALGUMAS SOMBRAS

By: Material type: TextPublisher: RIO DE JANEIRO JOSE OLYMPIO 1997Edition: 1 edDescription: 156P. 21CM. ENCSubject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Publicado em 1977, quando Carlos Drummond de Andrade estava com setenta e cinco anos, Discurso de primavera e algumas sombras não é, como se poderia esperar, a obra outonal de um escritor na terceira idade. Ainda vibrando com a vida e observando a passagem do tempo, Drummond publicou originalmente estes poemas na coluna que mantinha no Jornal do Brasil. Vai daí, portanto, o caráter quase público de muitos dos textos recolhidos no volume. Falam de episódios do Brasil e do mundo num tempo conturbado, de profundas mudanças sociais e - no caso brasileiro - do desalento com um regime de exceção que parecia fechar todos os espaços destinados à liberdade, tanto pública quanto individual. A década de 1970, como se sabe, assistiu ao despertar da consciência ecológica. É o tempo da Conferência de Estocolmo, a primeira grande discussão mundial (organizada pela ONU) a respeito dos descaminhos da civilização industrial diante da natureza espoliada e maltratada. O poeta mineiro foi um dos primeiros autores do primeiro time da nossa literatura a tratarem do tema. Poemas como “Águas e mágoas do Rio São Francisco” (que abre o volume), “Num planeta enfermo” e “Antibucólica 1972” mostram a indignação de Drummond com a devastação da natureza, que já avançava a galope naquele tempo e desfigurava para sempre o meio ambiente. Uma poesia sempre necessária e atual.
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PORTUGUES

BIOBIBLIOGRAFIA. CRONOLOGIA DA VIDA E DA OBRA

Publicado em 1977, quando Carlos Drummond de Andrade estava com setenta e cinco anos, Discurso de primavera e algumas sombras não é, como se poderia esperar, a obra outonal de um escritor na terceira idade. Ainda vibrando com a vida e observando a passagem do tempo, Drummond publicou originalmente estes poemas na coluna que mantinha no Jornal do Brasil. Vai daí, portanto, o caráter quase público de muitos dos textos recolhidos no volume. Falam de episódios do Brasil e do mundo num tempo conturbado, de profundas mudanças sociais e - no caso brasileiro - do desalento com um regime de exceção que parecia fechar todos os espaços destinados à liberdade, tanto pública quanto individual. A década de 1970, como se sabe, assistiu ao despertar da consciência ecológica. É o tempo da Conferência de Estocolmo, a primeira grande discussão mundial (organizada pela ONU) a respeito dos descaminhos da civilização industrial diante da natureza espoliada e maltratada. O poeta mineiro foi um dos primeiros autores do primeiro time da nossa literatura a tratarem do tema. Poemas como “Águas e mágoas do Rio São Francisco” (que abre o volume), “Num planeta enfermo” e “Antibucólica 1972” mostram a indignação de Drummond com a devastação da natureza, que já avançava a galope naquele tempo e desfigurava para sempre o meio ambiente. Uma poesia sempre necessária e atual.

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