QUEIROZ, JOSE MARIA DE ECA DE, 1845-1900

CRIME DO PADRE AMARO (O) - 2 ed. - 320P. ILUS. 21CM. BROCH.

9ª IMPRESSAO. DE ACORDO COM AS NOVAS NORMAS ORTOGRAFICAS. ORIENTACAO PEDAGOGICA: DOUGLAS TUFANO. NOTAS DE LEITURA: ALVARO CARDOSO GOMES. CRONOLOGIA DO REALISMO E NATURALISMO EM PORTUGAL. BIOBIBLIOGRAFIA. PAINEL FOTOGRAFICO. NOTAS DE RODAPE

Grande marco do Realismo em Portugal, publicado originalmente em 1875, esta é a obra mais polêmica de Eça de Queirós. O autor adota um ponto de vista desapaixonado para narrar a história da infeliz Amélia, seduzida pelo inescrupuloso Amaro, que entra para o convento graças à imposição de uma nobre beata. Sem vocação alguma, o padre aceita o seu destino passivamente, mostrando absoluto desinteresse pela profissão que abraça sem entusiasmo, e termina pecando contra a castidade, traindo os votos proferidos na sua ordenação. Amélia, educada em um ambiente fervorosamente católico, acostuma-se a viver em um meio hipócrita. Sua atração pelo padre, pura paixão carnal que a desorienta e destrói, nasce da falta de referências morais e do desconhecimento completo do que seja o amor. Os burgueses, os aristocratas, os políticos, os sacerdotes são os vários componentes de um sistema social decadente e perverso. Os seres humanos não são indivíduos propriamente, mas temperamentos dominados pelo instinto e pelo meio social, que lhes determinam o modo de agir. Com irreverência e sarcasmo, Eça de Queirós tenta resgatar os valores que uma sociedade em declínio havia perdido.


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QUEIROZ, JOSE MARIA ECA DE, 1845-1900
QUEIROS, ECA DE


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