“Réquiem” é um romance povoado de mortos imperfeitos. Narra a trajetória de um escritor que tenta vivenciar o luto pela morte de Maria, mulher com quem manteve uma relação obsessiva. Mas a dor não vem e essa morte parece incompleta, como se reproduzisse o caráter fugidio da personagem. A figura dela se torna cada vez mais esgarçada, seja na memória, na história, ou na obra de ficção em que ele pretendia fixá-la. Na busca de um resgate de seus traços mínimos, o protagonista atravessa a cidade, repleta de evocações. “Réquiem” traça um percurso que passa pelo caos, pela solidão intransponível, pela diluição de sentidos do mundo contemporâneo.