Valor de uso persegue, com a concisão própria da poesia tal como é considerada pela óptica do poeta que o engendrou, um alvo ambicioso: associar a circunstância, o mínimo, o efêmero, à intemporalidade. Uma das questões mais cotidianas e características de nossa época, a da instauração da réplica e do plágio como indústria, do falso como fonte de produção de valor, abre-se a uma questão maior: os fundamentos e implicações do nome, da identidade, da existência, da criação.