Em capítulos curtos e impressionistas, que se sucedem como uma coleção de instantâneos, Julia transforma cenas e acontecimentos banais em coreografia. Repleta de elipses, a leitura pula do frenesi do Carnaval carioca à melancolia chuvosa de uma cidade alemã, onde a narradora assiste a espetáculos de dança. Ao descrever os movimentos dos corpos, ela busca estabelecer relações entre o que vive e o que assiste no palco, dando sentido às suas experiências em uma realidade caótica.