Inglaterra, 1872. As sórdidas minas de carvão sustentam o poderio imperial britânico em uma sociedade na qual os despossuídos arriscam a vida nas perigosas galerias subterrâneas para garantir o luxo de nobres e clérigos. Wigan, no norte do país, é um dos principais centros mineradores. De repente, uma tragédia: 76 mineiros morrem em uma explosão que deixa também dezenas de feridos. O acidente ganha as manchetes dos principais jornais ingleses. No mesmo dia, após o acidente, o jovem pastor John Maypole — que, além de jogar rúgbi, dedica-se a pregar para as camadas menos favorecidas da população, incomodando alguns superiores — desaparece misteriosamente. Apesar das proporções, a tragédia de Wigan fica em segundo plano para o bispo Hannay, o homem mais poderoso da região, que se preocupa com o desaparecimento de Maypole, noivo de sua filha. Tradicional patrocinador de expedições à África — oficialmente missões científicas que, na verdade, defendiam os interesses econômicos e políticos do Império —, ele contrata um de seus homens mais durões para fazer as investigações: o aventureiro americano Jonathan “Nego” Blair. Mas, à medida que descobre novos fatos, Blair levanta novas questões. Por que os Hannay, uma das famílias mais tradicionais da Grã-Bretanha, estão pagando para que o pastor seja encontrado vivo, ignorando as investigações policiais? Por que todos o tratam com desdém, até mesmo a noiva do homem que ele deve encontrar, e só a jovem Rose o vê com outros olhos?