TY - BOOK AU - ASSIS,JOAQUIM MARIA MACHADO DE,1839-1908 AU - FUNDACAO DORINA NOWILL PARA CEGOS AU - PARIZE,NILCEIA TI - ESAU E JACO [LIVRO FALADO/MP3] PY - 2005/// CY - SAO PAULO PB - FUND. DORINA NOWILL KW - BRASIL KW - LITERATURA BRASILEIRA KW - FICCAO KW - PERIODO DE REACAO KW - LIVRO FALADO N1 - GRAVADO E REMASTERIZADO NOS ESTUDIOS DA FUNDACAO DORINA NOWILL PARA CEGOS, EM OUTURBRO DE 2005, DA EDICAO DE 2002, COM AUTORIZACAO DA EDITORA MARTIN CLARET N2 - Esaú e Jacó é o penúltimo livro de Machado de Assis, lançado em 1904, quatro anos antes da sua morte, pela Garnier, e, segundo a maioria dos críticos, em pleno apogeu literário, depois de escrever, em 1899, Dom Casmurro, o mais célebre de seus livros. Esaú e Jacó se destaca por consolidar esta suave maestria no domínio da narrativa. Machado despoja-se da excentricidade ocasional num texto que abandona resquícios do picaresco e envereda num realismo que retoma a melancolia e o lirismo que se iniciara na primeira fase de sua produção literária. Destaque são os personagens muito próximos da vida real. O Conselheiro Aires é um personagem poderoso que contracena com Natividade, mãe dos gêmeos Pedro e Paulo, que protagonizam este romance. E Machado chega quase à perfeição formal ao estabelecer esta trama fascinante onde os iguais são opostos e concorrentes. Discordam na política, na vida, sempre em campos opostos, um contra o outro, chegando mesmo a cortejar a mesma mulher. A ambiguidade narrativa se instaura com o Conselheiro Aires, personagem e narrador, que no entanto, também é visto a partir de uma terceira pessoa. Machado por esse jogo de opostos pode comentar um tempo de grande agitação política. Não sendo estranho ao livro temas como abolição da escravatura, encilhamento e Estado de sítio, porém o tema melhor abordado e reconhecido é a Proclamação da República, a qual se faz uma tremenda crítica UR - https://www.santoandre.sp.gov.br/pesquisa/con_detalhe.asp?ID=132714&vHistoryNovo=sim ER -