Com traços de Jane Eyre e uma atmosfera gótica, o romance de estréia da inglesa Diane Setterfield se tornou a grande revelação literária de 2006. Ainda em manuscrito, o livro suscitou tamanha curiosidade, que seu passe foi comprado por cerca de 1 milhão de dólares pela editora americana. O investimento valeu a pena. Na primeira semana, a edição chegou ao cobiçado topo da lista de mais vendidos do New York Times. Deixando para trás pesos pesados como Forsyth e Brad Meltzer. Desde 1996, nenhum escritor da terra de Sua Majestade conseguia destronar os americanos em seu quintal. A décima terceira história contém os três ingredientes essenciais a uma história clássica: enredo forte, exploração original de um relacionamento apaixonado e fora do comum (uma sinfonia de irmãos e gêmeos) e uma narradora cuja busca incansável da verdade é sedutora. Uma heroína improvável, sem filhos, eternamente ligada à literatura ― uma paixão absoluta pelos livros permeia a trama. Assim como um ligeiro senso de implausibilidade e de esqueletos dentro de armários, ansiando por libertação.