HUMANIZACAO DO PARTO: POLITICA PUBLICA, COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E ETHOS PROFISSIONAL
- 1 ed.
189p.
"Parir e nascer, definitivamente, não sao processos ‘naturais’ nem meramente fisiologicos. Sao eventos sociais e culturais complexos, que envolvem interacoes entre individuos, grupos sociais e organizacoes (hospitais e maternidades), com poderes e legitimidades diferenciados". A partir desta constatacao, a autora faz uma investigacao sistematica sobre como disputas em torno do modelo de assistencia ao parto tornam-se obstaculos para a implementacao de uma politica que considere mais o papel da mulher e minimize os impactos negativos de uma excessiva hospitalizacao do processo. Com base no caso da rede hospitalar de Belo Horizonte – publica, filantropica, privada contratada e privada nao contratada pelo SUS –, verifica em que medida as politicas nacionais de humanizacao do parto se operacionalizaram, como se portaram profissionais obstetras (medicos e enfermeiras) e quais foram as dificuldades institucionais enfrentadas para colocar em pratica essas politicas. Fornece, assim, valiosos indicadores para todos aqueles empenhados na efetiva humanizacao do parto no Brasil.
PORTUGUES
PARTO POLITICAS PUBLICAS ASSISTENCIA A SAUDE PARTO HUMANIZADO