Em uma alquimia de palavras e estilos, Marco Lucchesi coloca lado a lado os mais díspares personagens, numa trama que tem o deserto como protagonista. Assim é “Os olhos do deserto”: narrativa, confissão, poesia e ensaio. O deserto descrito por Lucchesi é mais que um espaço geográfico. É o vazio interior, rico ou árido, dependendo da época, das pessoas encontradas, das interações. É nossa herança, nossa busca. Um lugar mítico, no qual o leitor precisará não de bússolas ou folhas cartográficas, mas sim de sua intuição.
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