FERREIRA, MARTINHO JOSE, 1938

OPERA NEGRA - 1 ed. - 91P. ILUS. 21CM. BROCH.

Em “Ópera Negra”, Martinho da Vila exalta as qualidades da raça negra - qualidades humanas, musicais, poéticas -, reivindica igualdade de oportunidades na sociedade e aponta a discriminação racial e social, sobretudo a dirigida às classes pobres, os favelados, vítimas de uma dupla opressão: policial e dos bandidos. É uma obra de denúncia e combate, mas não de luta agressiva, de ódio racial. Martinho reivindica apenas aquilo a que o negro tem direito, como cidadão brasileiro, e o incentiva ao combate. Combate suave, de quem mais tarde, vencedor, possa dizer, como São Paulo: "Combati o bom combate". “Ópera Negra” simula a representação de uma ópera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em dia de casa cheia. Divide-se em três atos e um epílogo. O primeiro é uma louvação à raça, com a apresentação de negros que marcaram a história brasileira: Cruz e Sousa, Lima Barreto, Luís Gama, João Clapp, André Rebouças, Zumbi dos Palmares, e tantos outros. Os dois atos seguintes contam a história de um jovem que se torna bandido, envolvido pelo ambiente, e não consegue mais se libertar. Mesmo regenerado, a sociedade não o aceita. Uma história de todo dia nas favelas cariocas e de outras cidades.


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