SILA, ABDULAI, 1958-

ULTIMA TRAGEDIA (A) - 1 ed. - VII. 191P. 21CM. BROCH.

GLOSSARIO.

A tragédia tem sempre duas caras. Uma, sinistra, para chorar, a outra, cômica , para rir até às lágrimas, pois "rir e chorar são filhos gêmeos do pai Coração e da mãe Boca". “A última tragédia” não escapa a esta ambivalência. Tem também as suas caras tão opostas e tão próximas: a do colonizador convicto dos seus poderes e a do colonizado à procura dos seus direitos. Quando giram à volta da figura central, Ndani, suposta hospedeira de azar, encarnam a estatura do Administrador imbuído da sua missão e armado do chicote "civilizador"; a grandeza do Régulo agarrado ao seu orgulho e provido de uma malícia desarmante; o ímpeto do Professor em ruptura com as ilusões da sua adolescência e rearmado pela força de um amor juvenil. Para além das relações complexas que se tecem entre estes personagens, afirma-se uma outra figura, o estilo do romance, que faz ver as cores locais, sentir os cheiros da terra, até ouvir um sotaque tipicamente guineense.


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