"Vidas terríveis são a maior das felicidades", desbafa Mifti em seu diário. Aos dezesseis anos, ela assumiu sua condição de "garota-problema" participante da cena underground de Berlim, onde mora desde a morte da mãe. A narrativa de suas experiências, radicalmente influenciadas pelo uso de drogas diversas, faz o leitor mergulhar em uma sequência de acontecimentos paradoxais e incomuns. Pertencente a uma família disfuncional, com seus meios-irmãos ricos e negligentes e o pai egoísta, Mifti luta para dar sentido a sua vida. Em sua busca por uma parceria e por uma compreensão incondicional, Mifti adota um mascote exótico e surpreendente: o axolotle - uma espécie de salamandra mexicana que permanece em estado larvário, sem se desenvolver.