MAI, MUKHTAR, 1977-

DESONRADA: DEPOIMENTO - 5 ed. - 151P. 23CM. BROCH.

Em junho de 2002, o mundo ficou sabendo do caso de condenação a estupro coletivo de uma jovem paquistanesa pertencente à casta inferior de sua tribo. A sentença, decidida pelo conselho local, visava punir a casta Gujjar pelo envolvimento do irmão da jovem, um rapaz de 12 anos, com uma moça do clã Mastoi. Embora não tenha sido nem o primeiro nem o último caso assim no Paquistão, desta vez foi diferente. A sobrevivente - pois a maioria das mulheres submetidas a este tipo de “justiça” no Paquistão comete suicídio -, analfabeta e humilde, optou pela vida e pela justiça de verdade: decidiu reagir e, ao fazer isto, mudou os rumos do movimento de defesa das mulheres em seu país e chamou a atenção do mundo para o tratamento dispensado às mulheres de castas mais baixas no Paquistão. A história de Mukhtar Mai foi ouvida por jornalistas e ativistas de toda parte, impressionados com um ato de coragem inédito num dos ambientes mais hostis ao direito da mulher na atualidade. Em “Desonrada”, Mukthtar Mai relata a vivência de uma realidade feminina até pouco tempo distante dos olhos ocidentais. Uma história extraordinária e inspiradora de uma mulher que lutou e triunfou diante de um inimigo que parecia forte demais para ser vencido, e acabou se transformando em porta-voz da mudança no Paquistão e símbolo de esperança para todas as mulheres vítimas de violência no mundo.


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