O livro traz crônicas de costumes e têm o objetivo de revelar a Bahia e seu passado. Apresenta às gerações mais novas como era a Bahia dos anos 1940 e 1950. “Estes apontamentos nasceram, não só da tradição oral, onde o conhecimento passa de pai para filho, como uma magnífica herança pessoal; como também brotaram das minhas lembranças de criança e das narrativas de tios e vizinhos de uma geração anterior a minha, acostumada a vivenciar certos hábitos, hoje obsoletos”, diz a autora. Miriam conta que a obra é destinada à nova geração do computador e dos games que nunca andou de bonde, não costura suas próprias roupas, nem sabe o que é fogão à lenha. “Os jovens de hoje logo exibem um risinho sarcástico no canto da boca quando se fala de antanho. Acostumados a ‘ficar’, caem na gargalhada quando contamos como era o namoro naqueles tempos e, ainda rindo, vão se informar na Internet, pois, é sabido que: o Google é meu pastor e nada me faltará”, brinca a escritora.
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