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003 SANTOANDRE
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040 _aSANTOANDRE
_bpor
_erda
_dKoha
099 _acon_detalhe:128515
245 1 0 _aLIVRO DAS IGNORACAS (O)
100 1 _aBARROS, MANOEL WENCESLAU LEITE DE, 1916-2014
_eAutor
250 _a4 ed.
264 1 _aRIO DE JANEIRO
_bRECORD
_c1997
300 _a103P. ILUS. 21CM. BROCH.
546 _aPORTUGUES
500 _aBIBLIOGRAFIA.
520 _aO livro das ignorãças revela uma sofisticada e expressiva arte poética. Nele, a erudição se faz presente para poetizar a fala do que é marginal ou fronteiriço à civilização, a começar pela própria natureza e a população de pequenos animais do ar, das águas, de alagadiços e umidades. Manoel de Barros se faz aqui mestre de si mesmo. Em contraste com a “educação pela pedra” de João Cabral ou com a “pedra no meio do caminho” de Drummond, Manoel constrói um novo lugar para sua poesia ao propor uma deseducação pelo musgo, pelo caramujo, pelo sapo. Uma deseducação pela prática metódica de sensações e estímulos. Seu universo poético, como os riachos do Pantanal, ramifica-se ao infinito, mas é dotado de forte consistência semântica, estética e ética. Alcança a “não função” da palavra ao fazê-la “delirar”, “voar fora da asa”. No tipo de metáfora que resulta daí, a palavra A não representa uma imagem B. Temos A + B + C etc. preenchendo buracos de significação, em sucessivas operações sinestésicas. Pois a sabedoria da ignorãça é justamente inventar ou revelar latências de sentido.
650 4 _aLITERATURA
650 4 _aLITERATURA BRASILEIRA
650 4 _aPOESIAS BRASILEIRAS
650 4 _aPOESIA
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655 4 _aLIVRO
856 4 0 _uhttps://www.santoandre.sp.gov.br/pesquisa/con_detalhe.asp?ID=128515&vHistoryNovo=sim
_yRegistro de origem
942 _cBK
999 _c112035
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