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040 _aSANTOANDRE
_bpor
_erda
_dKoha
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245 1 0 _aELEFANTE
100 1 _aALVIM, FRANCISCO, 1938
_eAutor
250 _a1 ed.
264 1 _aSAO PAULO
_bCOMPANHIA DAS LETRAS
_c2000
300 _a141P. 21CM. BROCH.
546 _aPORTUGUES
520 _aFrancisco Alvim, que tranquilamente instalou-se no primeiro plano da literatura brasileira contemporânea, tem formas variadas de compor poesia. Uma delas é escrever "como se houvesse um microfone circulando", para usar a imagem de Roberto Schwarz. Nesta coletânea, por exemplo, um dos poemas intitula-se "Negócio" e seu único verso é este: "Depois a gente acerta". Um outro, "Debate", tem quatro versos: "eu quis colocar esse tipo de coisa/ mas então pensei/ mas meu deus do céu/ aí ele disse". Em "Mesmo?", são duas afirmações: "Vou ali/ Volto já".Todos eles parecem poemas sem autoria; criam temas, cenas e personagens, mas dão a impressão de que não foram pensados por ninguém, de que foram escritos pela própria língua portuguesa falada no Brasil. Com suas muita variantes, esse efeito de intimidade plena com a língua marca a alta poesia de Francisco Alvim, que o tempo todo nos faz ver, limpidamente, o sentido dos últimos versos de seu poema "Ventura": "Aventura humana e dura: a nenhuma aventura".
650 4 _aLITERATURA BRASILEIRA
650 4 _aPOESIA
650 4 _aPOEMAS
650 4 _aSECULO XX
655 4 _aLIVRO
856 4 0 _uhttps://www.santoandre.sp.gov.br/pesquisa/con_detalhe.asp?ID=156295&vHistoryNovo=sim
_yRegistro de origem
942 _cBK
999 _c134842
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