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_bpor
_erda
_dKoha
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245 1 0 _aCASO OBLIQUO
100 1 _aMAGALHAES, BEATRIZ DE ALMEIDA, 1944
_eAutor
250 _a1 ed.
264 1 _aBELO HORIZONTE
_bAUTENTICA
_c2009
300 _a230P. 21CM. BROCH.
546 _aPORTUGUES
520 _a“Dezenove anos! O dia e o lugar de meu nascimento estão mais e mais longe. Após cinco meses, eu consigo recordar só a Bruges dos bilhetes postais de saudações, enquadrada, em partes, mas esmaecida, gris sob a neblina da realidade e a névoa da memória, reflexos trêmulos nos canais apenas: empenas serrilhadas, telhados pontiagudos, agulhas de igrejas, cisnes retraídos, os bicos sob as penas. Pelas pontes, trotes de caleches, as capotas levantadas. Chuva lá. Chuva cá. O véu fino que me regou a infância e a adolescência tornou-se grossa rede ao se lançar sobre minha juventude tropical. Chove cordas no verão aquoso do Brasil. Nada é sólido. Nada acontece. O jorro contínuo da água. Pancadas secas no relógio da Matriz. Badaladas graves nos sinos de seu par de torres. Repiques argentinos na Capela do Rosário. Surdas explosões de dinamite nas pedreiras ao longe. Belo Horizonte não existe: nem belo nem horizonte!”
650 4 _aBRASIL
650 4 _aLITERATURA BRASILEIRA
650 4 _aFICCAO
650 4 _aSECULO XXI
655 4 _aLIVRO
856 4 0 _uhttps://www.santoandre.sp.gov.br/pesquisa/con_detalhe.asp?ID=92023&vHistoryNovo=sim
_yRegistro de origem
942 _cBK
999 _c76441
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