50 CONTOS E 3 NOVELAS
SANT'ANNA, SERGIO, 1941-2020
50 CONTOS E 3 NOVELAS CINQUENTA CONTOS E TRES NOVELAS - 1 ed. - 618P. 23CM. BROCH.
1ª REIMPRESSAO.
Os contos de Sérgio Sant'Anna parecem demonstrar que há uma narrativa latente em todas as coisas do mundo: no quadro de Balthus e na entrevista do assassino psicopata, no concerto de João Gilberto que não houve e na foto desbotada do Rio dos anos 20, na aula de filosofia e na carta de amor, na conversa telefônica e no frango do goleiro. Até na página em branco há uma história que pede para ser escrita, nem que seja a crônica da impotência do escritor para escrevê-la. Todos esses temas estão reunidos nesta antologia, e cada um deles traz uma maneira diferente de narrar, um vocabulário, uma dicção, um ritmo e uma duração que lhe são próprios. Mas apesar da variedade de temas e de formas, a prosa narrativa de Sant'Anna tem um estilo, uma assinatura, uma voz inconfundível: é sempre possível sentir o timbre cálido, entre o lírico e o irônico, do autor. A exemplo de muitos dos maiores escritores da modernidade, Sérgio Sant'Anna rompe as fronteiras entre os gêneros, em especial entre o ensaio e a ficção. No que diz respeito aos temas, por trás da sua grande variedade é fácil perceber nos relatos do autor algumas constantes: as perversões sexuais no limite (ou além) do descontrole, a fronteira tênue entre a razão e a loucura, as relações movediças entre amor e morte. Em certos momentos, o escritor tangencia o universo de Nelson Rodrigues, em outros o de Dalton Trevisan, em outros ainda o de Rubem Fonseca.
PORTUGUES
LITERATURA BRASILEIRA
CONTOS
SECULO XX
NOVELAS
LIVRO
50 CONTOS E 3 NOVELAS CINQUENTA CONTOS E TRES NOVELAS - 1 ed. - 618P. 23CM. BROCH.
1ª REIMPRESSAO.
Os contos de Sérgio Sant'Anna parecem demonstrar que há uma narrativa latente em todas as coisas do mundo: no quadro de Balthus e na entrevista do assassino psicopata, no concerto de João Gilberto que não houve e na foto desbotada do Rio dos anos 20, na aula de filosofia e na carta de amor, na conversa telefônica e no frango do goleiro. Até na página em branco há uma história que pede para ser escrita, nem que seja a crônica da impotência do escritor para escrevê-la. Todos esses temas estão reunidos nesta antologia, e cada um deles traz uma maneira diferente de narrar, um vocabulário, uma dicção, um ritmo e uma duração que lhe são próprios. Mas apesar da variedade de temas e de formas, a prosa narrativa de Sant'Anna tem um estilo, uma assinatura, uma voz inconfundível: é sempre possível sentir o timbre cálido, entre o lírico e o irônico, do autor. A exemplo de muitos dos maiores escritores da modernidade, Sérgio Sant'Anna rompe as fronteiras entre os gêneros, em especial entre o ensaio e a ficção. No que diz respeito aos temas, por trás da sua grande variedade é fácil perceber nos relatos do autor algumas constantes: as perversões sexuais no limite (ou além) do descontrole, a fronteira tênue entre a razão e a loucura, as relações movediças entre amor e morte. Em certos momentos, o escritor tangencia o universo de Nelson Rodrigues, em outros o de Dalton Trevisan, em outros ainda o de Rubem Fonseca.
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