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50 CONTOS E 3 NOVELAS

By: Material type: TextPublisher: SAO PAULO COMPANHIA DAS LETRAS 2019Edition: 1 edDescription: 618P. 23CM. BROCHOther title:
  • CINQUENTA CONTOS E TRES NOVELAS
Subject(s): Genre/Form: Online resources: Summary: Os contos de Sérgio Sant'Anna parecem demonstrar que há uma narrativa latente em todas as coisas do mundo: no quadro de Balthus e na entrevista do assassino psicopata, no concerto de João Gilberto que não houve e na foto desbotada do Rio dos anos 20, na aula de filosofia e na carta de amor, na conversa telefônica e no frango do goleiro. Até na página em branco há uma história que pede para ser escrita, nem que seja a crônica da impotência do escritor para escrevê-la. Todos esses temas estão reunidos nesta antologia, e cada um deles traz uma maneira diferente de narrar, um vocabulário, uma dicção, um ritmo e uma duração que lhe são próprios. Mas apesar da variedade de temas e de formas, a prosa narrativa de Sant'Anna tem um estilo, uma assinatura, uma voz inconfundível: é sempre possível sentir o timbre cálido, entre o lírico e o irônico, do autor. A exemplo de muitos dos maiores escritores da modernidade, Sérgio Sant'Anna rompe as fronteiras entre os gêneros, em especial entre o ensaio e a ficção. No que diz respeito aos temas, por trás da sua grande variedade é fácil perceber nos relatos do autor algumas constantes: as perversões sexuais no limite (ou além) do descontrole, a fronteira tênue entre a razão e a loucura, as relações movediças entre amor e morte. Em certos momentos, o escritor tangencia o universo de Nelson Rodrigues, em outros o de Dalton Trevisan, em outros ainda o de Rubem Fonseca.
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Livros Biblioteca Cecília Meireles Biblioteca Cecília Meireles 869.935 Sa59ci (Browse shelf(Opens below)) Available 436725

PORTUGUES

1ª REIMPRESSAO.

Os contos de Sérgio Sant'Anna parecem demonstrar que há uma narrativa latente em todas as coisas do mundo: no quadro de Balthus e na entrevista do assassino psicopata, no concerto de João Gilberto que não houve e na foto desbotada do Rio dos anos 20, na aula de filosofia e na carta de amor, na conversa telefônica e no frango do goleiro. Até na página em branco há uma história que pede para ser escrita, nem que seja a crônica da impotência do escritor para escrevê-la. Todos esses temas estão reunidos nesta antologia, e cada um deles traz uma maneira diferente de narrar, um vocabulário, uma dicção, um ritmo e uma duração que lhe são próprios. Mas apesar da variedade de temas e de formas, a prosa narrativa de Sant'Anna tem um estilo, uma assinatura, uma voz inconfundível: é sempre possível sentir o timbre cálido, entre o lírico e o irônico, do autor. A exemplo de muitos dos maiores escritores da modernidade, Sérgio Sant'Anna rompe as fronteiras entre os gêneros, em especial entre o ensaio e a ficção. No que diz respeito aos temas, por trás da sua grande variedade é fácil perceber nos relatos do autor algumas constantes: as perversões sexuais no limite (ou além) do descontrole, a fronteira tênue entre a razão e a loucura, as relações movediças entre amor e morte. Em certos momentos, o escritor tangencia o universo de Nelson Rodrigues, em outros o de Dalton Trevisan, em outros ainda o de Rubem Fonseca.

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